Sócio da D9 em Itabuna pode ter sido assassinado em Balneário Camboriú por vingança, por esquema de pirâmide



Investigações da polícia indicam que o empresário Márcio Rodrigo dos Santos, de 38 anos, foi executado por vingança praticada por pessoas lesadas no esquema de pirâmide financeira iniciada no sul da Bahia. Ele era apontado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul como um dos sócios do itabunense Danilo Santana, fundador da D9 Clube de Empreendedores. 


Márcio Rodrigo desapareceu no Balneário de Camboriú, em Santa Catarina, na noite do dia 12 de setembro. No dia seguinte, um corpo carbonizado foi encontrado no Audi A/4, no qual ele desfilava na cidade. O empresário chegou a ser preso no passado, no Rio Grande do Sul, onde respondia o processo junto com Danilo Santana e outros acusados de aplicar um golpe milionário. Para a polícia, o sócio de Danilo Santana foi executado por pessoas que investiram na D9, que tinha endereço em Itabuna e teria sido usada para lesar milhares de pessoas no Brasil e em outros países, aplicando um golpe superior a R$ 200 milhões, segundo investigações dos ministérios Públicos da Bahia e Rio Grande do Sul.


De acordo com as investigações da polícia, no dia que em desapareceu, o “marqueteiro” Márcio Rodrigo saiu de casa para visitar a namorada em Camboriú. Horas depois, deixou a mulher na casa dela e saiu dizendo que iria encontrar-se com “investidores”, que são os principais suspeitos do crime. A polícia descobriu que, durante três meses, Márcio trocou mensagens com dois homens que foram lesados no esquema da D9. Os dois suspeitos do homicídio estão presos no presídio de Itajaí, em Santa Catarina. Eles não tiveram os nomes divulgados. 
O itabunense Danilo Santana está em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, onde tem um pedido de extradição feito pelas autoridades brasileiras, há alguns meses. No Brasil, ele tem a prisão decretada pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). 
Diversas pessoas caíram no golpe que, deixava sues líderes ou gerentes locais responsáveis por recrutar maior número possível de pessoas para investir no esquema, aumentando assim a bases da pirâmide financeira, garantindo que os recursos arrebanhados das vítimas do processo de fraude aumentasse o capital e vantagens econômicas indevidas a seus organizadores.









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