Donos de fazendas baianas aparecem em lista de empregadores autuados por escravizar funcionários

última semana foi marcada por uma polêmica após mudanças realizadas pelo Ministério do Trabalho nas regras para o resgate de trabalhadores escravizados através de uma portaria. O governo federal não publicizou oficialmente a lista. As novas regras restringiram o acesso à chamada “lista suja”, o cadastro de empregadores autuados por escravizar trabalhadores. Agora, a lista só será divulgada por determinação expressa do ministro do Trabalho. A reportagem do Fantástico, da Rede Globo, revelou que uma nova atualização do cadastro de empregados flagrados por mão de obra análoga à de escravo contém 49 novos nomes. Somando aos que já estavam na relação, somam 131 nomes na chamada “lista suja” e um em uma lista de observação. Cinco fazendas baianas aparecem na lista. Segundo a relação, a Fazenda Flor da Esperança, em São Desiderio, possui nove trabalhadores submetidos a condições análogas à de escravo. Na mesma cidade, ainda tem a Fazenda Guarani, com 44 trabalhadores, e a Fazenda Novos Tempos I, com 10 trabalhadores. Além disso, também integram a lista a Fazenda Barcelona, em Cristópolis, com sete trabalhadores nas mesmas condições, a Fazenda MF-1, com 33 empregados, e uma construção de casas populares, no assentamento VILA PA, na zona rural de Santa Rita de Cássia, com seis trabalhadores.
Os patrões só entravam na lista depois que esgotam todos os recursos de defesa, na esfera administrativa, e permanecem nela por dois anos. Segundo o jornalístico, a mais recente atualização da lista já estava pronta, antes de sair a portaria, entretanto acabou não sendo divulgada. Confira a lista completa com os 132 nomes das empresas clicando aqui. Reação O ato foi condenado pela Organização das Nações Unidas. De acordo com a Organização Internacional do Trabalho, a medida pode interromper a trajetória de sucesso que colocou o Brasil como modelo no combate ao trabalho escravo no mundo. O Ministério Público Federal (MPF) quer a revogação da portaria. A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, entregou ao ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, ofício onde fala em "retrocesso nas garantias básicas da dignidade humana".

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