Jogador dispensado de time brasileiro vira ídolo no Japão e Emirados Árabes

Quem vê o atacante brasileiro Caio, como ídolo do Al Ain, dos Emirados Árabes Unidos, não imagina que o jogador não teve oportunidade de mostrar seu futebol no Brasil. Em entrevista ao ESPN, o atleta revelou que chegou a jogar no São Paulo, mas não foi aproveitado pelo clube paulista. 
 
"Falavam desde o começo que não tinha tamanho para ser jogador. Eles arrumaram um motivo para me dispensar. Eu tenho dentro de mim que foi uma grande passagem e aprendi muito por lá", disse ao lembrar que atuou na base do Tricolor ao lado de jogadores conhecidos como Ademílson, João Schmidt, Rodrigo Caio e Lucas Moura.
 
Após dispensa, Caio afirmou que chegou a tentar clubes como Santos e Palmeiras, mas que também não ficaram satisfeitos com o que foi apresentado pelo jovem. Segundo ele, o contrário aconteceu com um time do Colégio Internacional de Chiba, do Japão, em passagem pelo Brasil, que fez sua vida mudar. "Fizemos um amistoso contra eles e fui muito bem por cinco minutos. Com dois toques na bola, os japoneses já me quiseram (risos)", garantiu.
 
Aos 17 anos, Caio passou a estudar e jogar futebol na 'Terra do Sol Nascente' e foi aprovado em dois clubes profissionais, Verdy Tóquio e Kashima Antlers, onde optou jogar, sendo profissionalizado em 2014, pelo técnico brasileiro Toninho Cerezo."No final das contas eu fui ao Kashima porque foi o time que Zico jogou. É muito grande e já conhecia antes mesmo de chegar ao Japão. Graças a Deus fui muito feliz. Fui eleito o jogador revelação do ano na primeira temporada", recordou.
 
Em 2015, foi o artilheiro do time e conquistou a Copa do Imperador. O sucesso fez com que seu nome fosse cogitado para defender a seleção japonesa. "A diretoria do Kashima me perguntou se eu queria defender o Japão. Mas era difícil porque tinha que jogar mais um ano lá", prosseguiu.
 
Porém, Caio acabou aceitando a oferta do Al Ain, maior clube dos Emirados Árabes Unidos. Ele se tornou artilheiro do time e um dos responsáveis por levar o clube ao vice-campeonato da Champions League da Ásia do ano passado. Atualmente, é considerado um dos principais jogadores do clube e não pretende voltar aos clubes brasileiros. 

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