Fortaleza de Morro de São Paulo entra em fase final de recuperação


Localizado na zona turística Costa do Dendê, no Baixo Sul baiano, o município de Cairu vai oferecer, em breve, um atrativo histórico-cultural totalmente revitalizado, além do reconhecido turismo de sol e praia. Isto porque as obras de restauração da Fortaleza do Morro de São Paulo estão em fase final de execução.
 
Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 1938, o monumento datado do século XVII requer um cuidadoso plano de uso. Isso inclui a instalação de uma exposição permanente com objetos encontrados durante o restauro: balas de canhões, artefatos arqueológicos e cinco canhões, que ajudam a contar a história do local.
 
Está prevista a instalação de um museu, anfiteatro, área para eventos e uma cafeteria. Serão feitas visitas guiadas por jovens da comunidade, selecionados e preparados para trabalhar no receptivo aos turistas.
 
“Estamos alinhados com nossos parceiros neste trabalho de valorização de um equipamento de relevante interesse turístico, histórico, arqueológico e arquitetônico”, resumiu o secretário do Turismo da Bahia, José Alves.
 
O restauro tem apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), que investe R $ 8,5 milhões na recuperação da edificação. As obras foram divididas em duas etapas. A primeira, emergencial e já pronta, foi a recuperação estrutural da muralha.
 
A segunda, em fase de conclusão, contempla a restauração do Portaló, do Corpo da Guarda, do Forte da Ponta e do caminho ao longo da muralha. Atualmente, a Secretaria do Turismo do Estado (Setur) detém a cessão de uso do equipamento militar e histórico, concedida pela Secretaria do Patrimônio da União (SPU) ao Governo da Bahia.
 
 
O projeto museológico é preparado pelos institutos do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac) e de Desenvolvimento Sustentável do Baixo Sul da Bahia (Ides). Este último é parceiro da Setur para a realização das obras e gestão do equipamento, assim como a prefeitura municipal de Cairu. As obras de requalificação são autorizadas e acompanhadas pela SPU e Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
 
O projeto de restauração e readequação está baseado nas premissas do valor e significado histórico-cultural do monumento, integrando o conjunto arquitetônico à dinâmica turístico-cultural da região.

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